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16 a 19 de setembro de 2011

30 horas de trânsito
É o tempo que tomamos pela Qatar Airways para sair de São Paulo e chegar em Bangkok, com uma ‘breve’ espera de nove horas no aeroporto de Doha.

15/9/2011 - Aeroporto de Doha
Área de espera do aeroporto de Doha, Qatar

Sà-wà-dee

Agora você sabe dizer “oi” em thai. O Reino da Tailândia é o principal destino turístico do Sudeste Asiático, o que é perceptível desde o momento em que compramos as passagens: para chegar a qualquer lugar dali, a forma mais fácil e barata é passando pelo aeroporto de Bangkok. O país é o único da região que nunca foi colonizado por europeus (convenientemente, “thai” significa livre) e o povo tailandês é muito religioso – quase toda a população é budista – e muito ligado a suas crenças e cultura local.

BANGKOK

Colorida

É muita cor pra uma só cidade. Pra começar, os táxis são rosas, vermelhos, azuis, verdes… Praticamente só o que for cinza, branco e preto, não é táxi.

16/9/2011 - Bangkok/Thailand
Táxis do aeroporto de Bangkok

Em conta
Quase tudo o que é importante custa 100 bahts (3,44 dólares, na cotação de câmbio do aeroporto de Bangkok): a garrafa 600 ml de cerveja, a massagem, o café-da-manhã, uma boa corrida de tuk tuk, uma linda bolsa de tecido, uma camiseta estampada. Outros valores de coisas básicas, para se ter uma ideia:
– água 1l: 15B (US$0,52)
– almoço: 200B (US$6,87)
– um balde de energético com vodca: 200B (US$6,87)
– ônibus urbano: 13B (US$0,45)
– skytrain (vulgo metrô nas alturas): 35B (US$1,20)
– ferry boat: 35B (US$1,20)
– ônibus para Ayutthaya: 45B (US$1,55)
– van para o aeroporto: 180B (US$6,19)
– entrada em um templo: 50B (US$1,72)
– diária do hostel: 437B (US$15)

17/9/2011 - Khao San Road (Bangkok/Thailand)
Camisetas à venda na Khao San Road

Instaladas!
Ficamos hospedadas no NapPark Hostel, a duas quadras da famosa Khao San Road, a rua mais cheia de gente e bugigangas da cidade. A estadia foi ótima, pois o hostel é bem localizado, bem decorado e estruturado, facilita a interação entre as pessoas, tinha um ótimo café-da-manhã e passeios monitorados inclusos (no caso, tivemos a visita ao mercado flutuante com almoço pago por eles!). Na entrada, como o bom costume tailandês, é preciso tirar o sapato. O hostel não tem quartos privados, apenas dormitórios compartilhados.

19/9/2011 - Bangkok/Thailand
Fachada do hostel

Tuk tuk
É o transporte mais comum, não somente na Tailândia como nos demais países do Sudeste Asiático. Em Bangkok, o tuk tuk é todo embutido, como na foto abaixo.


Tuk tuk em Bangkok

Comidinhas de rua
Confesso que me frustrei com a culinária popular tailandesa. Ao menos nos restaurantes de São Paulo e do Rio de Janeiro, a gastronomia tailandesa significa pratos agridoces, apimentados, com curry e cheios de verduras e frutos do mar. Bom, nas ruas de Bangkok, comida tailandesa é macarrão e arroz fritos no wok beeeeem oleoso. Viajei psicologicamente preparada para ter umas dores de barriga, mas eu pensei que fosse por causa do tempero ou da pimenta. Que nada! As duas vezes que me senti mal foi por causa do óleo nojentão. Isso incluia os insetos vendidos na Khao San Road, com bastante sal. A última coisa que você sente o gosto é do próprio inseto.

16/9/2011 - Khao San Road (Bangkok/Thailand)
Insetos fritos da Khao San Road

Massagem
Que a massagem tailandesa é famosa, é! Elas usam várias partes do corpo pra fazer você sofrer deliciosamente com os músculos que vão relaxando pouco a pouco. Vai cotovelo, perna, ponta do dedo, mão inteira… Vale a pena. A Joyce se divertiu com a massagem que os peixinhos fazem nos pés dentro de um aquário.

Khao San Road
Dá vontade de levar tudo! É uma rua que resume bem o que os turistas estão procurando. Tanto que passamos as três noites que ficamos em Bangkok por lá e a minha sensação é que deixamos de conhecer lugares mais roots (até porque pedimos mais sugestões ao recepcionista do hostel e ele não soube responder…). Existem opções em outros bairros como Siam, Silom e Sukhumvit, mas pelo que entendi são apenas barzinhos mais caros e arrumadinhos demais. Na Khao San, encontra-se tudo o que talvez um europeu poderia sonhar: bares com TVs passando campeonato inglês, drinks em baldinhos, artesanato, insetos fritos, woks cheios de noodles, apresentações artísticas, Seven Elevens, massagem nos pés ou em aquários cheios de peixinhos, motoristas de tuk-tuk convidando para shows de

17/9/2011 - Khao San Road (Bangkok/Thailand)
Vista de uma das mesas de rua na Khao San Road

Ping Pong Show
Bom, topamos esta última opção. Eu sempre lembro a Mari Dacal contando como é e morro de rir todas as vezes, então não podia deixar de ir, mesmo tendo uma imagem bem bizarra disso na minha cabeça. Não tem como não encontrar: motoristas ficam em pé na Khao San Road estalando a língua e sussurrando “ping pong show!”, com um cardápio nas mãos listando todos os truques que suas meninas sabem fazer, geralmente num linguajar bem chulo. E a principal forma de convencer: “free drinks!”. O valor seria de 300B por pessoa (cerca de 10 dólares), o “passeio” mais caro que fizemos em Bangkok (e o duro é adivinhar que muito pouco disso realmente vai para as mulheres). Apesar da região das boates de strippers e do turismo sexual ser em Silom, na famosa , onde existe uma casa de show de pompoarismo ao lado da outra, fomos parar em outro buraco que nem tinha nome na frente. Na entrada, o tailandês já cobrava mil baths para entrar (mais de 30 dólares). Reclamamos que esse não era o preço combinado e ele nos mandou embora, bem no rude estilo “so go away”. Eu moro ao lado da rua Augusta e juro que não estou acostumada a essas coisas rs, então ficamos bem bravas e saímos do lugar. Atravessando a porta, outro tailandês, de uns 60 anos, chegou falando bem carinhosamente que para nós ele faria a entrada por 300B, exatamente o que o motorista do tuk tuk havia prometido. Errrr… Bom, entramos, já estávamos lá e longe pra dedéu da Khao San Road, então entramos. Pelo menos iríamos tomar drinks for free! Ou melhor, apenas um drink, conforme descobrimos depois que entramos. O lugar era uma espelunca. Mas encontramos ali o pessoal do hostel, as pessoas que vimos andando pela Khao San, enfim, tudo rosto conhecido. Tinha tudo quanto era espectador: casal de idosos, meninas comportadas, grupos de jovens… E, no palco, a coisa rolando. Não dá pra explicar, tem que ver. As dançarinas com um uma cara horrorosa de sala de espera, boa parte delas de 50 anos para cima, um pequeno palco com poles e uma subindo de cada vez, introduzindo sua apresentação com uma broxante dança que se resumia a segurar o pole com uma das mãos e dobrar levemente os joelhos, um de cada vez. As apresentações eram bem variadas: abrir uma longneck de cerveja, tirar metros e metros de fios com bolinhas, fazer desenhos num papel, tragar um cigarro e soltar fumaça, apagar velinhas de um bolo e, claro, atirar bolinhas de ping pong à distância, acertando-as num vasinho. Tudo com os super músculos vaginais. Incrível. E, aviso mais uma vez aos apressadinhos, nada sensual! =)

Drinks
Nós elegemos, em consenso de duas pessoas, que o melhor drink da viagem foi o Mai Tai! Mas acabei de descobrir pelo Google que é típico tahitiano, apesar do nome dar uma enganada (parece muay-thai). Bom, de qualquer maneira, tinha em toda esquina. Leva rum claro e escuro, licor de amêndoa, licor de laranja (substituível pelo suco), sucos de abacaxi e limão. Totalmente azedinho-doce!
Cervejas: Chang, Singha, Leo e Tiger.
Alerta: quando você se sentir prejudicado de alguma maneira, contate a Polícia Turística. Nos hostels e hotéis eles dão o número, ou você pode exigir a presença deles ao próprio estabelecimento. Nós não lembramos disso e fomos parar na delegacia porque o promotor do bar havia prometido que pagaríamos 200B num baldinho de Mai Tai e ele na verdade custava 400B. Não foi por maldade dele, foi um engano, mas a garçonete não queria nem saber e chamou a polícia. Nós recusamos a pagar, de início, mas eles foram tão insuportáveis na delegacia, apontando o dedo na nossa cara e nos ameaçando, que resolvemos pagar no final das contas. A Joyce falou que na África era a mesma coisa, mas que a polícia turística resolvia esse tipo de coisa, se tivéssemos lembrado na hora. Na Tailândia, esse negócio do cliente ter razão não é a principal premissa dos comerciantes, e eles nunca aceitam a devolução, troca ou reembolso de um produto danificado, por exemplo, então preste atenção antes de pagar.

17/9/2011 - Khao San Road (Bangkok/Thailand)
Mai Tai na botinha

Mercado flutuante
Nosso melhor almoço foi no Floating Market, um deck flutuante cercado por senhorinhas em canoas vendendo alimentos preparados na hora, além de verduras frescas e frutos do mar.

17/9/2011 - Mercado Flutuante / Floating Market (Bangkok/Thailand)
Uma das canoas onde se preparam alimentos

Chatuchak Weekend Market
Artesanatos e roupas falsificadas, não vale a pena ir até lá… Fomos de skytrain, demos uma olhada e logo corremos pra outro passeio. =P

16/9/2011 - Chatuchak Weekend Market (Bangkok/Thailand)
Muvuca

Chao Praya e Wat Arun
Bangkok é atravessada por um largo rio chamado Chao Praya, e o ferry boat é um transporte público comum. Encerramos a tarde do primeiro dia dando um bela volta no rio por apenas 35B (cerca de 1 dólar). Paramos no Templo Arun (ou Wat Arun), onde se paga mais 15B para atravessar o rio e visitar esse lindo lugar bem no horário do pôr-do-sol. Para entrar, é necessário estar vestido de forma a cobrir dos ombros aos tornozelos, mas se você não estiver preparado, eles alugam roupas na entrada por 20B. Na saída do templo, aproveitamos para tomar uma Chang na beira do rio e terminar de assistir o pôr-do-sol comendo um arroz frito com ovos e camarões.

16/9/2011 - Ferry boat at Chao Phraya (Bangkok/Thailand)
Rush Hour no rio

17/9/2011 - Wat Arun (Bangkok/Thailand)
Nós e o Buddha no Wat Arun

16/9/2011 - Bangkok/Thailand
Interior do templo na entrada do Wat Arun

17/9/2011 - Pôr-do-sol no Chao Phraya (Bangkok/Thailand)
Pôr-do-sol no Chao Phraya

Gran Palace e Wat Pho
Não conseguimos entrar no Gran Palace porque era feriado religioso e estavam acontecendo alguns eventos, mas visitamos o Wat Pho. É incrível, tudo é cheio de detalhes, mosaicos, azulejos, pedras, estatuetas, desenhos nas paredes… É ali também onde fica o maior buda deitado (Reclining Buddha) de Bangkok. De novo, para entrar é necessário estar adequadamente vestido e tirar os sapatos.

19/9/2011 - Wat Pho (Bangkok/Thailand)
Telhados

19/9/2011 - Wat Pho (Bangkok/Thailand)
Parede interna do templo

19/9/2011 - Wat Pho (Bangkok/Thailand)
O grande Buda deitado é símbolo de um aprendizado contra a arrogância

Ayutthaya
era a capital do Reino de Ayutthaya, fundada em 1350. Em 1767 a cidade foi destruída pelo exército birmanês e as ruínas da antiga cidade hoje fazem parte da Cidade Histórica de Ayutthaya, que é reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade. A cidade fica a apenas 80km de Bangkok, e o ônibus, que demora cerca de 1 hora, custa apenas 45B. Nesta cidade, as coisas são mais baratas ainda que Bangkok, por isso vale a pena comprar umas lembrancinhas e pegar um tuk tuk que te levará pra conhecer as ruínas por preços que podem variar de 30 a 60B (nós fomos a pé…).

18/9/2011 - Ayuthaia/Thailand
Ruínas

18/9/2011 - Ayuthaia/Thailand
Sinalização exótica

18/9/2011 - Reclining Budha (Ayuthaia/Thailand)
Hora da siesta

Passeio de elefante
Se você não quer ficar com um puta peso na consciência, não vá. Nunca vi olhos tão triste como o desses elefantes em Ayutthaya.

18/9/2011 - Passeio em elefantes (Ayuthaia/Thailand)
Momento único

Mais fotos de Bangkok: http://www.flickr.com/photos/cris_gal/sets/72157627689266180/

Mais fotos de Ayutthaya: http://www.flickr.com/photos/cris_gal/sets/72157627579266483/

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2 pensamentos em “Tailândia: Bangkok e Ayutthaya

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