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CIENFUEGOS
2 a 4 de janeiro de 2012

Agendar táxi para levar para o terminal de ônibus de Havana? Tá brincando, né? Impossível. A solução foi pegar um “taxi a la cubana” – carros com placa de táxi que recolhem 6 a 10 passageiros num trajeto fixo, substituindo o transporte público (escasso) e cobrando em pesos cubanos. Nossa corrida pela Salvador Allende até a Cidade Deportiva custou 10 pesos cada um (menos de 1 dólar pelos dois juntos). Dali, subimos a rua 25 à pé, cerca de 7 quarteirões, até chegar ao zoológico – que fica em frente ao terminal da Viazul, uma companhia de ônibus rodoviários para turistas. A passagem para Cienfuegos custou 20 CUC cada trecho, por pessoa, o equivalente a mais de 40 dólares por pessoa ida e volta, comprada no aeroporto assim que chegamos em Havana. Caro, hein? Tudo para ir relaxando nos 232 km percorridos em 4 horas previstas (!). Tudo seria tranquilo, não fosse a quantidade de pessoas indo para Trinidad (destino final do trajeto) e a decisão da companhia de nos levar num microônibus extra. Fomos espremidos como sardinhas numa velocidade recorde – percorremos o trecho em exatas 5h30: das 8h15 da manhã às 13h45 da tarde.

2/1/2012 - A caminho de Cienfuegos (Cuba)

Nada mais aliviador que chegar em nosso destino, uma cidade marítima do litoral sul de 150 mil habitantes, capital da província de mesmo nome, mas também conhecida como “Pérola do Sul” no período colonial. É uma cidade lindinha, muitíssimo limpa, com o centro histórico todo restaurado e pintado, e muito tranquila.

2/1/2012 - Cienfuegos/Cuba

A terra del bárbaro del ritmo, o cantor Benny Moré, conhecemos em 2 horas após o almoço:

– Centro histórico: Paseo del Prado, Bulevard, Parque Martí, Teatro Tomás Terry, Colegio San Lorenzo…

2/1/2012 - Cienfuegos/Cuba

2/1/2012 - Cienfuegos/Cuba

2/1/2012 - Cienfuegos/Cuba

2/1/2012 - Cienfuegos/Cuba

– Punta Gorda, culminando no lindíssimo Palacio del Valle, onde assistimos a uma apresentação de ‘son’ e tomamos vários mojitos ao pôr-do-sol.

2/1/2012 - Punta Gorda (Cienfuegos/Cuba)

2/1/2012 - Punta Gorda (Cienfuegos/Cuba)

2/1/2012 - Punta Gorda (Cienfuegos/Cuba)

2/1/2012 - Palacio del Valle (Cienfuegos/Cuba)

2/1/2012 - Palacio del Valle (Cienfuegos/Cuba)

No retorno, comemos a melhor refeição de toda a viagem: o jantar de camarones feito por Raquel e Osmany! E, além disso, a melhor cerveja de Cuba: Bruja, fabricada em Villa Clara. Um pouco frutada, a mim parecia com gosto de banana. A eles, gosto de “fruta-bomba”. Também conhecido por aqui como mamão.

2/1/2012 - Jantar na Casa da Raquel (Cienfuegos/Cuba)

2/1/2012 - Jantar na Casa da Raquel (Cienfuegos/Cuba)

2/1/2012 - Jantar na Casa da Raquel (Cienfuegos/Cuba)

2/1/2012 - Jantar na Casa da Raquel (Cienfuegos/Cuba)

2/1/2012 - Jantar na Casa da Raquel (Cienfuegos/Cuba)

No dia seguinte, negociamos um esquema com o dono de um carro e passamos o dia na Playa Rancho Luna (cerca de 20km ao sul) e no Jardín Botanico por 30 CUC. Foi incrível, muito gostoso, apesar de tudo vazio!

3/1/2012 - Playa Rancho Luna (Cienfuegos/Cuba)

3/1/2012 - Playa Rancho Luna (Cienfuegos/Cuba)

3/1/2012 - Playa Rancho Luna (Cienfuegos/Cuba)

3/1/2012 - Playa Rancho Luna (Cienfuegos/Cuba)

3/1/2012 - Jardín Botanico (Cienfuegos/Cuba)

3/1/2012 - Jardín Botanico (Cienfuegos/Cuba)

3/1/2012 - Jardín Botanico (Cienfuegos/Cuba)

De volta ao centro da cidade, no final do dia, demos mais uma volta pela cidade e paramos em uma tienda de pizzetas local para comer uma versão deliciosa da iguaria italiana por apenas 5 pesos cada – cerca de 10 centavos de dólar. O “El Embajador” tinha preços ótimos de charutos e rum.

3/1/2012 - Cienfuegos/Cuba

Lojas de brinquedos flagravam o cotidiano estimulado.

3/1/2012 - Cienfuegos/Cuba

Após mais um belo jantar de lagostas na Raquel, demos uma pequena volta noturno no centro, mas em poucos minutos retornamos – assustados pelo frio (devia estar uns 13 graus?), o povo estava todo dentro de casa, salvo alguns gatos pingados oferecendo bicitáxi.

3/1/2012 - Jantar na Casa da Raquel (Cienfuegos/Cuba)

3/1/2012 - Jantar na Casa da Raquel (Cienfuegos/Cuba)

A acolhida da família Raquel, Osmany e Lauren foi o ponto alto da visita à cidade. Era uma casa espaçosa, um terraço com vista para várias lajes onde jantamos e tomamos café-da-manhã por dois dias. Os dois cozinhavam juntos, mas era a Raquel quem servia os pratos, e era o Osmany quem ‘harmonizava’ com a cerveja. A Lauren passava o dia na escola, e à noite, seus pais a ajudavam com a lição de casa.

3/1/2012 - Jantar na Casa da Raquel (Cienfuegos/Cuba)

4/1/2012 - Casa da Raquel (Cienfuegos/Cuba)

No percurso de retorno a Havana, um momento muito pitoresco. Subitamente, o motorista do ônibus parou em uma rua qualquer e desceu do ônibus. Habituados à possibilidade de novos passageiros ao longo da estrada, ninguém se importou. No entanto, ele não voltava à sua poltrona repleta de bichinhos de pelúcia. Olhando pela janela, percebemos que ele estava na fila de um lanchinho especial: dois muchachos preparavam, com muito afinco e agilidade, sanduíches de cerdo cujas carnes e entranhas eram retiradas ‘al momento’ do corpitcho estendido na barraquinha. Para coroar o lanche, como uma espécie de cereja do bolo, uma casquinha de pele suína.

4/1/2012 - De Cienfuegos a Havana (Cuba)

MATANZAS
5 a 6 de janeiro de 2012

Matanzas é uma cidade industrial cujo porto é o quarto mais importante do mundo para exportação de açúcar. Assim como as demais cidades cubanas, mantém dois apelinos pretensiosos: “Veneza Criolla”, por suas diversas pontes ligando o centro históricos aos bairros suburbanos, e “Atenas de Cuba”, da époa em que o brilho da vida artística e cultural da cidade superava o de Havana.

Ficamos hospedados em um destes bairros suburbanos, de onde uma boa caminhada conduz ao centro histórico. O passeio começa pela Plaza de la Vigía, onde está a neoclássica estação de bombeiros (1898) e as Ediciones Vigía.

– Ediciones Vigía: suas publicações e outras produções são totalmente artesanais, desde a ilustração e as colagens até a dobradura e encadernação, tudo em papel especial, não tratado ou reciclado. A confecção é feita no salão de entrada do casarão, onde o horário de almoço apenas nos permitiu conferir partes de imagens e textos nas mesas de trabalho – com 200 cópias artesanais de cada. Subindo as escadas, vê-se várias obras, como o impressionante painel de colagem de retalhos representando toda a cidade de Matanzas.

5/1/2012 - Ediciones Vigía (Matanzas/Cuba)

5/1/2012 - Ediciones Vigía (Matanzas/Cuba)

– Estación de Bomberos

5/1/2012 - Matanzas/Cuba

– Museo Farmaceutico: segundo a senhora que nos conduziu estabelecimento adentro, é a única farmácia em todo o mundo a conservar todos os medicamentos, equipamentos e mobiliários desde o século XIX. A farmácia foi fundada em 1882 e virou museu em 1964. Inúmeras prateleiras de madeira exibem frascos de porcelana francesa decorados à mão, produtos de vários países do mundo inteiro, garrafas com ervas, xaropes e elixires. São incontáveis também os livros armazenados ali, com mais de 1 milhão de fórmulas originais e livros raro sobre botânica, medicina, química e fármacos, em todas as línguas imagináveis.

5/1/2012 - Museo Farmaceutico (Matanzas/Cuba)

5/1/2012 - Museo Farmaceutico (Matanzas/Cuba)

5/1/2012 - Museo Farmaceutico (Matanzas/Cuba)

5/1/2012 - Museo Farmaceutico (Matanzas/Cuba)

5/1/2012 - Museo Farmaceutico (Matanzas/Cuba)

– Monserrate: bela vista da cidade e do campo, mas o ônibus circular que nos conduz e nos retira de lá demora um pouco…

5/1/2012 - Monserrate (Matanzas/Cuba)

5/1/2012 - Monserrate (Matanzas/Cuba)

– Casa de Hildita e Miguelito (e Rita)

5/1/2012 - Casa de Hildita (Matanzas/Cuba)

6/1/2012 - Casa de Hildita (Matanzas/Cuba)

VARADERO
6 a 7 de janeiro de 2012

Para onde vai toda a fortuna?

6/1/2012 - Rumo a Varadero (Cuba)

Varadero é o principal balneário de Cuba, para onde muitos turistas vão mesmo sem passar por Havana. Repleta de grandes resorts, é num destes mesmo onde nos acomodamos por uma diária.

– o resort: Meliá Varadero

6/1/2012 - Meliá Varadero (Varadero/Cuba)

7/1/2012 - Varadero/Cuba

– a praia

6/1/2012 - Meliá Varadero (Varadero/Cuba)

6/1/2012 - Varadero/Cuba

6/1/2012 - Varadero/Cuba

Apesar da certa ansiedade que tínhamos por um dia de puro relaxamento e – não menos importante! – um banheiro grande, com uma privada impecável e uma ducha forte, no final das contas não teve tanta graça quanto ficar em uma casa particular, onde, aí sim, somos tratados com exclusividade e atenção. No hotel, alguns garçons davam umas nem tão disfarçadas bufadas quando pedíamos a limpeza de uma mesa já utilizada por outros turistas recém-alimentados e tínhamos que esperar em filas para pegar um coquetel ‘inclusive’ (feito com runs de menor qualidade), enquanto que em uma casa, seus donos ficam de olhos abertos por nossa satisfação – mesmo que sem os mesmos talheres italianos, a fartura de opções de almoço e uma toalha com logo para levar à praia. O inverso também é verdade – digo, como os hóspedes tratam seus anfitriões. Num hotel onde se paga caro, é fácil reclamar de tudo o que não estiver dentro das mais altas expectativas. Em uma casa, todo papo mole já é um privilégio, uma chance de entrar um pouquinho na intimidade e no cotidiano daquelas pessoas, e saíamos de cada uma dessas situações com uma gostosa sensação de acolhimento.

É claro que, pelas fotos acima, não tem como negar que não aproveitamos… Não dá pra deixar de ir a Varadero – suas praias têm areias branquinhas e águas realmente transparentes e em vários tons de azul e verde. É o Caribe, muchacho!

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