Home

Carnaval é sempre aquela época boa de dar uma fugidinha… Ano passado foi Chile, antes Uruguai, tinha sido Argentina no outro ano também. Dessa vez, não cruzamos fronteiras internacionais, mas pegamos um vôo que é bem mais longo que para qualquer um desses países: após 4 horas de vôo, o destino foi Manaus.

A escolha aconteceu após uma tentativa frustrada de ir para o Peru, mas me parece que essa viagem estava bastante concorrida, já que as passagens com milhas se esgotaram assim que se abriu o prazo inicial (três meses antes). Entre as opções existentes, nos detivemos entre as aparentemente mais desligadas do ritmo carnavalesco – e a decisão se recaiu sobre a floresta mais observada do planeta.

No entanto, esse título se aplica aos olhos internacionais, uma vez que a visitação de brasileiros é bastante escassa na região – exceto quem vai a trabalho, a população turística da região do Amazonas é basicamente de alemães, italianos, franceses e russos.

18 de fevereiro de 2012: de Manaus à floresta

Saímos de São Paulo no vôo teórico das 23h05, que na verdade partiu, considerando habitual atraso pré-carnaval, à meia-noite (mas eu nem percebi porque dormi na hora em que encostei na poltrona…). Chegando em Manaus, ajustamos o relógio para 2 horas antes, o que nos fez dormir no Hotel Barrudada (ex-Hotel Mônaco) às 3h.

Pela manhã, após tapioca com manteiga e bolo de tapioca, fiz minha quarta visita ao Teatro Amazonas… A entrada custa apenas 10 reais e a visita é monitorada por um guia que enche os espaços de detalhes históricos e curiosidades inusitadas, como as brincadeiras de perspectivas observadas a partir das ilustrações dos interiores do teatro e informações como o pioneirismo de Manaus na instalação de energia elétrica no país, que em 1881 deu à cidade o título de “Paris dos Trópicos”. Outra curiosidade bem interessante é que a famosa cúpula do teatro, que lhe dá o diferencial e graça, foi importado da Malásia a fim de ornamentar uma mesquita – sua beleza e encantamento implicaram em uma nova pintura com as cores do Brasil e sua posição privilegiada.

18/2/2012 - Teatro Amazonas (Manaus/AM)

18/2/2012 - Teatro Amazonas (Manaus/AM)

Na saída, uma bela e gelada água de coco para aliviar o calor da alma – e nenhum lugar mais famoso e adequado que a barraca de tacacá da Didi.

18/2/2012 - Tacacá da Didi (Manaus/AM)

Ao meio-dia, fomos resgatados no hotel pelo seu Ozimar, responsável pelo transfer do Amazon EcoPark Jungle Lodge, hotel de selva que nos hospedaria por três noites no meio da floresta. Seu Ozimar foi nova fonte de informações e sabedoria – sua mãe é da e seu pai é comerciante pernambucano, o que o torna um típico caboclo. Assim como muitos outros, ele se adaptou ao ritmo do turismo e hoje fala diversos idiomas, assim como já trabalhou em mais de 26 países diferentes. O que mais gostou? “Barbados, no Caribe”. Ele tem 10 irmãos e morou até os 12 anos na floresta, e hoje conhece a maioria dos 43 hotéis de selva existentes nela. Segundo ele, o melhor que existe – e mais luxuoso – é a Pousada dos Guanavenas. Por ficar em uma ilha muito distante das cidades, ali é possível ter contato com todos os tipos de animais. O Ariaú, bastante famoso, já está bastante decadente. E o hotel onde iríamos nos hospedar, o EcoPark, é “médio-bom” – tranquilo, relaxante, boa estrutura – mas não é possível ter contato com tantos animais.

O barco saiu da marina Tauá e não demorou meia hora para chegar ao destino.

18/2/2012 - Rio Tarumã (Amazonas)

18/2/2012 - Floresta dos Macacos (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Amazon EcoPark Jungle Lodge (Rio Tarumã/AM)

De cara já fomos recepcionados por amigáveis coleguinhas.

18/2/2012 - Amazon EcoPark Jungle Lodge (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Amazon EcoPark Jungle Lodge (Rio Tarumã/AM)

Após o almoço, onde degustamos um delicioso tucunaré com pirão e aquela farinha MA-RA, visitamos a Floresta dos Macacos, reserva mantida pela Fundação Floresta Viva, de propriedade dos donos do próprio hotel, onde é feita a reabilitação à floresta de macacos vítimas de tráfico, domesticação ou maus-tratos.

18/2/2012 - Floresta dos Macacos (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Floresta dos Macacos (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Floresta dos Macacos (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Floresta dos Macacos (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Floresta dos Macacos (Rio Tarumã/AM)

Depois, passeamos de canoa motorizada pelos igarapés do Rio Tarumã.

18/2/2012 - Passeio pelos igarapés (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Passeio pelos igarapés (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Passeio pelos igarapés (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Passeio pelos igarapés (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Passeio pelos igarapés (Rio Tarumã/AM)

De volta ao hotel, fomos purificar nossos suores com a negra água das piscinas naturais encontradas no meio da mata.

18/2/2012 - Piscinas naturais (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Piscinas naturais (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Piscinas naturais (Rio Tarumã/AM)

18/2/2012 - Piscinas naturais (Rio Tarumã/AM)

19 de fevereiro de 2012: expedição pela mata e visita aos ribeirinhos

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s