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10 a 12 de novembro de 2012 – Fotos em breve!

O que seria o período de Natal e Ano Novo no Brasil, equivale ao Diwali na Índia, marcado pelo dia 13 de novembro, mas celebrado durante toda a semana. Em muitos estados, existem vários festivais e feriados relacionados, que dão base para uma série de rituais cumpridos nos demais dias.
Nossa tentativa para o Diwali era reunir alguns dos fellows da Villgro em Kerala, estado do extremo sul da Índia famoso pelas praias e casas-barco, mas aos poucos os planos de um mudam, de outros também, passagens escassas, tempo ruim, e devido a uma viagem a trabalho que deveria acontecer logo após o Diwali em Jaipur, eu e Sandy decidimos adiantar a passagem e conhecer melhor o Rajastão. A decisão ficou mais fácil quando descobri que o Guilherme, GBA (Growth Business Associate) do edge, que trabalha na Drishtee e mora em Noida (próximo a Delhi), me contou que ia passar o Diwali entre Bikaner e Jodhpur – logo seguimos seu roteiro e embarcamos.

TRANSPORTE

De Chennai, tomamos um vôo com uma escala em Ahmedabad que saiu às 14h45 e chegou em Jaipur às 17h35. Lá, fomos almojantar no Copper Chimney, um restaurante turístico (com comida boa, mas só tinha gente branca rs) e fomos esperar pelo trem na estação – o qual sairia só às 3h20 da manhã. Chegamos lá pelas 10h30 da manhã em Bikaner.

HOSPEDAGEM/ATRAÇÃO

Após alguma pesquisa online e conversa com “abordadores” na estação, fomos parar na guesthouse do Vino, onde pudemos tomar um banho e almoçar antes de pegar o jipe que nos levaria em encontro ao camel-kart às 15h. Uma vez embarcados no veículo ruminante, paramos cerca de 17h num terreno que parecia tudo, menos meio do deserto. Um pouco frustrados, mas ainda assim animados com a aventura, eu, Sandy, Guilherme, Claire e Clement (uma americana e um francês que também trabalham na Drishtee) jantamos na fogueira, regados a um pouquinho de rum, e fomos dormir – eu e Sandy na tenda armada, e os três ao relento, por opção de admirar o céu extremamente estrelado. Na verdade, ter dormido na tenda foi uma grande besteira – além de não ter amenizado muito o frio, não conseguíamos ajeitar o terreno – o que me deu uma tremenda dor nas costas – e a lona da barraca mal-armada jazia descansadamente na minha cara. Além disso, estávamos divindo um só colchonete, o que poderia até trazer um pouco de calor humano, mas que na minha humilde opinião me dava um certo desespero claustrofóbico. É por isso que na noite seguinte optamos por dormir sob o manto estrelado, com mais frio mas com mais amor pela natureza.

O dia seguinte foi camelagem pura – chegaram os camelos de montar e providenciamos às nossas coxas e virilhas dores que durariam quase a semana inteira. Mas valeu a pena – a sensação de percorrer o deserto com essa camelada toda era muito boa. Está certo que andamos em círculos – o que causou um certo dejà-vu de crianças brincando de acampar no sítio do avô. O Clement, tadinho, acordou passando mal e isso foi motivo para perder algumas horinhas numa clínica médica e hospital locais – que, segundo seu relato e de Sandy, contou com um atendimento excelente. Neste meio-tempo, Claire teve suas mãos pintadas de henna pelas crianças da vila próxima ao acampamento. A parada para o almoço foi deliciosa, com direito à sombra de esparcas árvores, e uma deitadinha para a digestão.

Passamos a segunda noite literalmente acampados no quintal de um morador local – a sorte é que o quintal era um largo sítio com uma horta bem seca, cheia de melões e alguns legumes, e dois camelos de propriedade da família. Uma pequena casinha servia como abrigo, mas ninguém dormia dentro dela. O pai da família dormia próximo ao portão, para defender a escassa horta dos bois que assaltavam o terreno na ausência da luz solar, mesmo com a cerca para defendê-lo! O banheiro, como sempre, eram as baixas e secas moitas cheias de espinho – e o papel higiênico, de preferência, queimado para não deixar resíduos.

De fato, o deserto não foi bem o que esperávamos, mas o clima era relativamente agradável (pois apesar de quente, era seco e não suávamos) e a noite estreladíssima – mesmo acordando a cada 30 minutos, valia a pena abrir as pálpebras para admirar as constelações orientais, tão diferente das brasileiras. Por fim, a promessa de que não seria um safári turístico foi realmente cumprida, pois não vimos uma única alma branca na nossa frente – apenas nossos guias, algumas vacas e antílopes.

Voltamos na manhã do terceiro dia para a guesthouse, para o esperado banho e retorno à estação de trem, desta vez com destino à graciosa cidade de Jodhpur.

Confira no próximo post! =)

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